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Para pesquisador, Programa Startup Indústria é oportunidade inédita para inovação no país

Professor da UERJ, Flávio da Silveira participou de seminário sobre indústria 4.0 na ABDI
 
O setor têxtil, um dos centros nas mudanças de processos da primeira Revolução Industrial, possui elementos da indústria 4.0? A resposta é sim, segundo o professor Flávio da Silveira, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Ele fez uma pesquisa no exterior para verificar a aplicação dos novos conceitos econômicos em um segmento de baixa intensidade. 
 
Durante o seminário “Indústria 4.0 - Fábricas do Futuro e Testbeds”, promovido pela ABDI nesta quinta-feira (19), o pesquisador discutiu os resultados do trabalho com a equipe da Agência. “O que me surpreendeu é que esta visão de indústria 4.0, que reconfigura as estruturas de poder dentro do setor, foi muito bem aceita pelos empresários”, revela Flávio da Silveira.
 
O pesquisador apresentou como as novas tecnologias têm transformado a forma de consumo das pessoas e também a produção e comercialização dos produtos. Um exemplo é a customização de uma peça de roupa feita por um cliente, desde a sua casa. Pelo lap top pessoal são mandadas especificações para a produção de uma única peça. Em pouco tempo, a vestimenta está disponível para retirada, ou é enviada para entrega.   
 
No entanto, estas iniciativas foram vistas no exterior. “O varejo, sem dúvida, tem usado mais esta conexão direta com o consumidor, mas o varejo é um elo muito ameaçado. Eu não tenho visto estas iniciativas como eu achava que elas deveriam ocorrer. Por exemplo, a integração dos confeccionistas com o consumidor final, através de tecnologias simples de aplicativos criados por startups já deveria estar sendo testada, fato que não ocorre”, alerta Flávio Silveira. 
 
Uma solução apontada por ele está no Programa Conexão Startup Indústria, vista como uma oportunidade inédita para os jovens inovadores do país. “Esta questão de encontrar um novo ator industrial, emergente, nesses jovens das universidades, e tentar conectá-los para a criação de uma nova cultura de aproximação, é uma oportunidade que nunca houve”, conclui.